Já não te vejo,
Mas em todo o lado te encontro.
Já não te cheiro,
Mas no meu farejo está o teu odor.
Já não me sorris,
Mas a minha memória fotográfica não me atraiçoa.
Vivo neste pesadelo acordado
Que não é mais que uma tortura constante.
De quem sofre de amor
Por alguém ao qual agora sou insignificante.
Alguém que em tempos foi ternurenta
E que afinal não passou de um devaneio
Uma utopia vivida a solo,
Entre quem só se queria satisfazer e quem queria o amor
verdadeiro.
A desonestidade, as mentiras e as manipulações
Pareciam no início mágoas de anteriores relações
Mas no final não eram mais
Do que a tua indiferença a cair sobre mim.

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