quinta-feira, 24 de junho de 2021

Já não


Já não te vejo,

Mas em todo o lado te encontro.

Já não te cheiro,

Mas no meu farejo está o teu odor.

Já não me sorris,

Mas a minha memória fotográfica não me atraiçoa.

 

Vivo neste pesadelo acordado

Que não é mais que uma tortura constante.

De quem sofre de amor

Por alguém ao qual agora sou insignificante.

 

Alguém que em tempos foi ternurenta

E que afinal não passou de um devaneio

Uma utopia vivida a solo,

Entre quem só se queria satisfazer e quem queria o amor verdadeiro.

 

A desonestidade, as mentiras e as manipulações

Pareciam no início mágoas de anteriores relações

Mas no final não eram mais

Do que a tua indiferença a cair sobre mim.


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